quinta-feira, 11 de julho de 2019

Protocolada: proposta de alteração estatutária


Por: Movimento Inter Nacional
11 de julho de 2019

Dentro da política de debates que faz parte do dia a dia dos torcedores membros do Movimento Inter Nacional, duas pautas ganharam maior importância recentemente:

Um destes temas é a CLÁUSULA DE BARREIRA, que na última eleição de renovação de 150 cadeiras para o Conselho Deliberativo, fez com que um dos movimentos participantes – Sócio Deliberativo – fosse alijado da disputa, com a eliminação de 13 nomes que seriam eleitos, mas que graças a esta restrição legal do Estatuto, não tiveram esta possibilidade de participação garantida!

A outra pauta debatida diz respeito à inexistência de REMUNERAÇÃO SALARIAL para o presidente e todos os vices do clube. Na prática, isto torna a instituição antidemocrática, pois estes cargos do alto escalão jamais poderão, dentro desta política, ser vislumbrados pela maioria esmagadora dos associados. Além disso, ao não remunerar presidente e vices, um clube de orçamento milionário passa a imagem de amadorismo pleno, gerenciado por prestação de favores em troca de status social. Um erro histórico que precisa ser corrigido!

Diante destes fatos, o sócio colorado Luciano Bonfoco Patussi protocolou proposta de reforma do Estatuto, junto ao Conselho Deliberativo. Protocolo efetuado dentro do prazo legal e com a devida confirmação de recebimento registrada. Trechos desta proposta estão disponíveis agora, para a devida consulta de todo torcedor do Sport Club Internacional, visando debate e divulgação:



Sobre a CLÁUSULA DE BARREIRA:

A cláusula de barreira é histórica na política e no futebol! Na teoria, foi implantada com o objetivo de proteger o Internacional do interesse de pessoas que poderiam se aproveitar da instituição, agindo sem conhecimento e até mesmo de má fé, apenas com o intuito de obter vantagens e benefícios para si próprios ou para terceiros interessados, sem trazer benefícios reais para o clube.

Na prática, é uma norma que se mostra antiquada e antidemocrática. Tal normativa, nos dias atuais, acaba desprotegendo o clube, o tornando mais fechado ao surgimento de jovens lideranças e de novas práticas de fiscalização. É chegado o momento de o Sport Club Internacional ser mais uma vez democrático e exemplar, pelo bem da deliberação e da fiscalização – evoluindo ações que devem nortear positivamente as decisões históricas da instituição. Baseado nisso, propomos a alteração relatada na sequência:


TÍTULO III – DOS ÓRGÃOS DO CLUBE – Capítulo 2 – Do Conselho Deliberativo – Art. 28 – Parágrafo 3º – Inciso III

Redação do atual estatuto:

Para que a chapa alcance representação, terá que obter, no mínimo, quinze por cento do total dos votos válidos, computados os votos em branco.

Redação sugerida pela presente proposta de alteração estatutária:

Para que a chapa alcance representação, terá que obter, no mínimo, zero vírgula sessenta e sete por cento (0,67%) do total dos votos válidos, computados os votos em branco.



Sobre a REMUNERAÇÃO SALARIAL:

Já paramos para pensar no potencial quantitativo e qualitativo de ideias e práticas de boa governança corporativa que o Sport Club Internacional deixa de agregar, ano após ano, ao impossibilitar que seus cargos diretivos sejam almejados por um maior percentual de associados? Na teoria, todo sócio do clube e cumpridor de seus deveres, possui o direito de almejar o alcance de cargos na diretoria!

Porém, na prática, isso é impossível! Representativa parcela de conselheiros e até mesmo de componentes desta respeitosa comissão, seguindo indicadores da realidade econômica da população brasileira, não possui a condição financeira tranquila que lhes dê a possibilidade de concorrer a cargos eletivos de diretoria e de vice-presidência dentro do clube. Isto, porque estes cargos estratégicos não remuneram os eleitos. Apenas associados que possam trabalhar pelo clube, sem a necessidade de receber salário, tem a real condição de atingir este status. Quem tem esta condição, é a esmagadora minoria – normalmente, sempre as mesmas pessoas ou indivíduos que interagem em seu círculo social de relacionamentos. Tal fato é uma realidade altamente impopular, algo extremamente contrário aos princípios históricos de nosso clube!

Posto isso, é importante salientar que estamos falando de um clube com orçamento anual na faixa superior a trezentos milhões de reais, atualmente. A remuneração diretiva, além de ser algo justo no patamar de que estamos falando, permite cobrança por resultados e pelo cumprimento do Estatuto e do Planejamento Estratégico; possibilita que isso seja feito de modo mais profissional e direto, com maior legalidade e até mesmo moralidade. Pois, agindo desta forma, fica abandonada a imagem popular do apaixonado prestador de favores ao clube – mas que também usufrui do status social que o mesmo lhe proporciona; entram em cena o presidente e seus vices, justamente e adequadamente remunerados, em se considerando a importância da função para o qual foram eleitos.

É chegado o momento de o Sport Club Internacional ser mais uma vez pioneiro, assim como foi, por exemplo, na implantação do programa sócio torcedor, e na instituição da votação aberta aos sócios do clube, entre outras inovações. Evoluindo seus procedimentos e servindo de exemplo aos demais grandes clubes do futebol brasileiro, o Internacional colaborará novamente, não apenas para sua própria evolução, mas também para o crescimento do futebol nacional, como um todo. Baseado nisso, propomos a alteração relatada na sequência:


TÍTULO III – DOS ÓRGÃOS DO CLUBE – Capítulo 3 – Do Conselho de Gestão – Art. 36 – Parágrafo 6º

Redação do atual estatuto:

O mandato dos dirigentes eleitos do Conselho de Gestão é de dois anos, permitida uma única recondução.

Redação sugerida pela presente proposta de alteração estatutária:

O mandato dos dirigentes eleitos do Conselho de Gestão é de dois anos, sendo vedada recondução ao cargo em período consecutivo. Inciso I: para a eleição subsequente ao período de vedação da participação consecutiva, o dirigente volta a ter os mesmos direitos de outrora, podendo concorrer novamente e assumir cargos diretivos no Conselho de Gestão.


TÍTULO III – DOS ÓRGÃOS DO CLUBE – Capítulo 3 – Do Conselho de Gestão – Art. 36 – Parágrafo 7º

Redação do parágrafo 7º - a ser incluso, conforme redação sugerida pela presente proposta de alteração estatutária:

Fica instituído o direito a remuneração mensal obrigatória para todos os cinco integrantes do Conselho de Gestão. Do mesmo modo, também terão direito a receber salário mensal obrigatório, todos os demais diretores e vice presidentes mencionados nos parágrafos 1º, 2º, 3º e 5º do presente artigo.

Inciso I: a composição da remuneração mensal será elaborada e reajustada anualmente, em conformidade com norma a ser instituída por comissão a ser formada pelo Conselho Deliberativo, com este intuito específico.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Fator desempenho: importância de cobrar e ser atuante

Por: Movimento Inter Nacional
27 de maio de 2019


A crítica construtiva é importante para o bem estar e a saúde financeira e do futebol do Internacional. Através desde comunicado, o Movimento Inter Nacional (MINN) informa ao torcedor a sua atuação mais recente:

RESPALDO E COBRANÇA DE MÃOS DADAS: desde o início de 2018, após derrota por 3 a 0 em um clássico do campeonato estadual, cobramos coerência da diretoria, na tomada de decisões e no respaldo ao trabalho da comissão técnica – sempre efetuando os ajustes necessários no planejamento. É uma convicção de nosso grupo: manter trabalhos de longo prazo é um dos fatores que maximiza a chance da obtenção de sucesso desportivo dentro de campo. Jamais fomos favoráveis ao fato de “pedir a cabeça” da atual comissão técnica. Porém, cobrávamos forte a questão EVOLUÇÃO DE DESEMPENHO. Em e-mail que direcionamos ao Conselho Deliberativo e à Presidência do Sport Club Internacional, dias após a final do campeonato estadual de 2019, enfatizamos essa ideia.

Naquele documento, solicitamos a continuidade do trabalho, pedindo cobrança (com respaldo) junto à comissão técnica, pois entendemos ser chegado o momento de mudança da postura do time de futebol. Eis que, passado o campeonato estadual, o time do Internacional passou a demonstrar melhoria em seu desempenho. E este é, em nossa visão, o fator que maximiza a chance de sucesso e títulos: DESEMPENHO! Os resultados obtidos serão consequência da evolução deste fator, que só é obtido com sequência de trabalho!

GRANDE ATUAÇÃO DO TORCEDOR: as lições que culminaram com tudo de lamentável que aconteceu na gestão de 2015 e 2016 (que foi o ponto culminante do caos instaurado), precisam estar sempre presentes! Mesmo ganhando jogos ou após títulos obtidos, o torcedor precisa sempre cobrar forte e seguir atuante, para não deixar a “casa cair” novamente. Para alguns, isso é chamado de corneta! Respeitamos, mas não concordamos! Recentemente, graças (em nossa visão) também a repercussão dada pelo torcedor em redes sociais, algumas coisas importantes ocorreram nesta temporada – como a exclusão da possibilidade de o clube contratar Marcelo Moreno no início do ano, fato que maximizou a chance da posterior contratação de Rafael Sobis – útil ao elenco e como exemplo aos mais jovens; bem como o afastamento gradativo de um atleta que teve uma contratação tecnicamente inexplicável para o PADRÃO INTER, prejudicando o trabalho do treinador, as finanças e o aproveitamento da categoria de base (caso de Tréllez).

OBJETIVO SENDO ALCANÇADO: no momento, vemos o Internacional com um time de futebol focado, buscando vitórias e reconhecimento, em franca evolução de desempenho, com jogadores que atuariam em qualquer grande clube do Brasil e, obviamente, com ajustes a serem efetuados no dia a dia – no elenco e no trabalho. A síndrome do coitadismo de futebol medíocre, àquele velho modelo jogado por uma vitória obtida em uma bola esporádica, acabou! Agora, o negócio é DESEMPENHO! Seguiremos cobrando, sempre que verificarmos atitudes diretivas que possam ser prejudiciais aos interesses do clube! E, se chegarmos ao final do ano, disputando o título do campeonato brasileiro (sem comodismo de elenco que era notório entre 2010 e 2016), e talvez estando nas decisões da Copa do Brasil ou da Taça Libertadores da América, teremos a certeza de que atuar desta maneira, mostrando que o torcedor é inteligente, além de apaixonado, teremos alcançado nosso objetivo principal!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Todos pela Libertadores anualmente, não de 4 em 4 anos!


Por: Movimento Inter Nacional
28 de fevereiro de 2019

Através deste comunicado, o Movimento Inter Nacional (MINN) não saúda a volta do Internacional para a Copa Libertadores da América. Fazemos mais do que isso! Somos torcedores e queremos sempre o melhor para o nosso clube: time organizado, trabalhador, em pleno crescimento, visando alcançar competitividade total, sempre no mais alto patamar, na parte de cima da tabela – de todas as competições! Por isso, não saudamos o retorno. Não é preciso! As campanhas de Marketing do clube já estão fazendo o seu papel muito bem, para que nós torcedores possamos fazer aquilo que sabemos de melhor: colorir de vermelho e branco o estádio mais lindo do Brasil, mostrando para a América que estamos de volta – e que nunca mais queremos ficar afastados!

Na nova era da maior competição continental – cada vez mais inflada, estar na Libertadores não precisa mais ser saudado como uma glória! Disputar esta competição precisa, a partir de agora, ser uma condição natural do clube, anualmente. Citar isso não é ser arrogante. É pensar grande! O que queremos? Não queremos “acreditar até o final” apenas da Libertadores, como cita a campanha do Marketing de nosso clube! Pois, ela pode ir até dezembro, ou acabar logo cedo! Queremos competir até o final do ano, sempre! No mais alto nível! Só conseguiremos isso, com amor e paixão incondicional durante os noventa minutos de cada batalha dentro de campo. Mas o principal de tudo, para isso ocorrer, será estarmos sempre vivos até a última rodada do campeonato brasileiro.

Que a conquista da Copa Libertadores da América nunca mais sirva de álibi para que líderes idolatrados no clube caiam na zona de conforto, e levem a instituição para o buraco, assim como foi em 2010! Fato este que vitimou o clube e deixou feridas até hoje, quase dez anos depois, ainda não cicatrizadas! Torçamos para que, a partir de agora, a Libertadores seja jogada anualmente! Sempre! Com atletas querendo crescimento e reconhecimento na sua carreira desportiva. Não precisamos de ídolos. Queremos jogadores sedentos por marcar seu nome na história, pois cada um tem seu tempo dentro de campo! Quem fica para sempre é o clube e seu fiel torcedor!

Que possamos, sim, disputar a grande final, em Santiago no Chile! Mas, se não der nesse ano, será no próximo! Esse deve ser o pensamento: que estejamos na ponta de cima do campeonato brasileiro, brigando pelo título nacional, até o final de todas as próximas edições do certame – sem comodismo de elenco! Isso sim é que nos levará, naturalmente, até a Copa Libertadores da América, anualmente, sem grande pressão por nela competir apenas de 4 em 4 anos!